Death Stranding 2 prova que Hideo Kojima continua desafiando os padrões da indústria

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Quando um jogo faz sucesso, o caminho mais comum é simplificar suas mecânicas para conquistar um público ainda maior. Hideo Kojima escolheu seguir um caminho diferente com Death Stranding 2: On the Beach.

Mesmo trazendo melhorias significativas na jogabilidade, combate mais refinado e um mundo ainda mais detalhado, a sequência mantém a essência contemplativa do primeiro jogo, apostando novamente em uma experiência única dentro da indústria.

Em vez de transformar Death Stranding em um jogo de ação tradicional, Kojima preferiu evoluir sua identidade própria.


Logo nas primeiras horas fica evidente o salto técnico.

Os cenários apresentam maior variedade, melhor iluminação, efeitos climáticos mais impressionantes e animações extremamente naturais.

Cada ambiente transmite uma sensação diferente, tornando as viagens menos repetitivas do que no primeiro título.

Além disso, a infraestrutura construída pela comunidade continua sendo um dos maiores diferenciais da franquia, incentivando uma colaboração indireta entre jogadores que dificilmente é encontrada em outros games.


Uma das maiores críticas ao primeiro Death Stranding era a limitação do combate.

Na sequência, esse aspecto recebeu atenção especial.

As opções de equipamentos aumentaram, a inteligência artificial dos inimigos foi aprimorada e existem muito mais possibilidades para cada situação.

Ainda assim, o jogo continua recompensando jogadores que preferem evitar confrontos diretos, preservando a proposta original criada por Kojima.


Como esperado de uma produção de Hideo Kojima, a história continua sendo o principal motivo para acompanhar a aventura.

A narrativa mistura ficção científica, drama, filosofia e temas relacionados à conexão humana em uma época cada vez mais marcada pela tecnologia e pelo isolamento.

Embora alguns momentos sejam complexos e exijam atenção do jogador, a sequência consegue explicar melhor diversos acontecimentos apresentados no primeiro título, tornando a experiência mais acessível para novos jogadores sem abandonar a profundidade característica da série.


Essa é uma das perguntas mais frequentes.

Apesar de ser possível entender boa parte da trama graças aos recursos de contextualização presentes no início da campanha, a experiência se torna muito mais completa para quem conhece os acontecimentos do primeiro Death Stranding.

Os personagens carregam histórias e relações construídas anteriormente, aumentando o impacto emocional de diversos momentos.


Death Stranding 2 não tenta seguir tendências.

Enquanto muitos estúdios buscam repetir fórmulas que já deram certo, Kojima Productions entrega uma experiência autoral, ousada e diferente da maioria dos grandes lançamentos atuais.

O jogo não agradará todos os públicos. Quem procura ação constante provavelmente continuará estranhando seu ritmo mais lento em determinados momentos.

Por outro lado, jogadores que valorizam narrativa, direção artística, trilha sonora marcante e experiências inovadoras encontrarão aqui uma das produções mais memoráveis desta geração.


  • Excelente direção artística.
  • Narrativa envolvente e emocional.
  • Evolução significativa da jogabilidade.
  • Gráficos entre os melhores da geração.
  • Trilha sonora de altíssimo nível.
  • Ritmo ainda pode parecer lento para alguns jogadores.
  • Grande quantidade de sistemas pode assustar iniciantes.
  • Algumas mecânicas continuam bastante complexas.